Aqui está um tópico que já deve ter passado pela cabeça de todos e, no entanto, nunca o tentei dissecar verdadeiramente…
Em toda a nossa vida o Amor, de uma forma ou de outra, acontece. É vivido com a maior das intensidades, fazendo-nos sonhar, seja a dormir ou acordados, com essa pessoa desde o brilhar do primeiro raio de sol até ao romântico reflexo lunar nos olhos de quem amamos… A alegria de viver corre-nos nas veias, vivemos não só para nós como também em função da nossa cara metade, moldamo-nos e adaptamo-nos a essa pessoa e, com o decorrer do tempo, acabamos por mudar a nossa forma de ser, a nossa forma de pensar, a nossa personalidade que fez com que alguém se apaixonasse por nós…
Sempre encarei o Amor como um sentimento superior, capaz de surtir em mim todo o tipo de emoções, por vezes levadas ao extremo, pois quando Amo, Amo mesmo… Viver um Amor implica uma relação de reciprocidade, um emaranhar de emoções e sensações que nos fazem vibrar como se não houvesse amanhã, que fazem o tempo voar quando estamos com a pessoa amada e que transforma numa eternidade o tempo em que estamos longe…
Mas, e há sempre um mas, e se esse Amor “morre” de alguma forma??? O que realmente acontece??? Nunca devemos culpabilizar apenas uma das partes por esse trágico acontecimento, pois se o Amor esmorece de alguma forma é porque algo estava errado, podemos ter vacilado em certos aspectos, a confiança extrema de que é algo certo turva-nos a visão, levando-nos por vezes à cegueira!!!
Estaremos (quase) todos de acordo que existem duas ou três fases que nos acompanham nesse luto, dependendo da personalidade de cada um:
- Desespero (ou o que costumo chamar de fase réptil):
A angústia percorre-nos, as dúvidas persistem, a boca seca-se e os “porquês” invadem-nos os pensamentos… Tentamos mostrar-nos fortes, quando não existe uma única razão que nos faça sorrir, questionámos tudo e mais alguma coisa: será um pesadelo ou é mesmo a realidade que estamos a viver? Porque é que o telefone não toca? Porque é que não cai nenhuma mensagem? Porque é que não responde aos meus telefonemas ou mensagens? Até que algo acontece… o telefone toca (chamada ou mensagem)… pessoa errada!!! A um “Eu Amo-te!!!” não recebemos nada em troca… O desespero aparece, a vontade de arremessar o telefone contra a parede é uma constante… Com o passar do tempo vamo-nos acostumando à situação e passamos para a fase seguinte…
- Ódio (esta fase é um pouco dúbia e, como disse anteriormente, depende apenas da personalidade de cada um):
Começamos a pegar em todos os pequenos gestos, por mais banais que tenham sido, e a encontrar justificações para negar a nossa “culpa”. Tornamo-nos realizadores de grandes produções cinematográficas, dignas de Hollywood, em que nos transformamos em protagonista principal e a pessoa que amamos em secundária. Somos o “herói” que luta contra o mundo inteiro, em prol de um bem maior… o nosso bem-estar! Culpabilizamos a outra parte por tudo o que de mau aconteceu, que nós é que tudo fizemos para sustentar o relacionamento… Quem ficou a perder foi a outra pessoa, pois é o que tentamos interiorizar e o que os nossos amigos nos tentam incutir… sabemos que tal não é verdade, mas ajuda a elevar o nosso ego, a recuperar forças… O nosso instinto animal protege-nos de tudo, que nem uma besta ferida que impossibilita que alguém se aproxime… e atacamos com tudo o que temos, atacamos a pessoa que tanto amamos, como se fosse o nosso pior inimigo…
- Desprezo ou mera insignificância:
O tempo tudo cura o que é emocional, é um facto! Porque é que ninguém, em vez de dizer “estou com problemas emocionais/sentimentais…”, diz “estou com problemas temporais…”??? De facto no Amor, o tempo é o melhor conselheiro e em tudo ajuda… ajuda-nos a olhar para alguém e pensar “como é que é possível que alguma vez te tenha amado?”, “em tempos foste tudo para mim, agora és apenas um fantasma do passado que estou a exorcizar…”…
Cada um de nós age e reage, vive e deixa viver o Amor à sua maneira… mas, como lidar quando se perde o Amor da nossa vida??? A desenvolver….
Jota
beijinho