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Politica, ciencias sociais, filosofia, sociologia, e uma data de koisas acabadas em ia, mas tb koisas mais divertidas, musica, cinema, literatura, sair amigos beber uns copos desbundar etc
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Ontem pela primeira vez, nos últimos anos, estive de "bancada" no passeio a ver passar uma manifestação.
E confesso que me custou mais estár só a ver, a aplaudir e a gritar palavras de incentivo do que se estivesse a "marchar".
Confesso também, que quando estudei, os prof`s (salvo raras excepções) não eram propriamente as minhas pessoas preferidas, porem eu proprio não era um exemplo de aluno.
Mas, contudo estou a desviar-me do assunto, efectivamente, a Marcha da indignação superou todas as minhas expectativas, pela participação, pela forma como os professores estiveram...
Vi professores de todo o País, novos e menos novos, e todos no rosto traziam a mesma expressão, indignação pela forma como têm sido tratados, esperança de uma alteração de politicas, esperança que esta Ministra e este Governo mudem...
Que estes profissionais, que em qualquer País, devem ser tratados com toda a dignidade pois são os responsáveis pela educação de jovens, pilar de qualquer sociedade democrática. Não temem as avaliações, não aceitam é a forma demagógica, irresponsável como este Governo o pretende fazer, nem o intuito como estas pretendem ser utilizadas...
TERMINO COM UMA SAUDAÇÃO A ESTES DIGNOS PROFISSIONAIS, COM UMA PALAVRA DE CONFIANÇA, A LUTA CONTINUA,
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Hoje fui á praia...
Hoje fui á praia a Caxias, á praia do Lagoal que fica entre a praia de Caxias e a praia da Giribita...Atrás, lá em cima a um par de quilómetros a Prisão.
Hoje fui á praia, e encontrei-a ainda com pouca gente, mesmo com o calor que já se fazia sentir…
Agora , ainda fora da época balnear é assim…a areia está muito suja, as muralhas sobranceiras á Marginal todas “grafitadas” os calhaus e as alforrecas convivem harmoniosamente á beira mar como se esperassem pacientemente um beijo da rebentação…dois putos escavam a areia numa infinita esperança de alcançarem o centro da terra.
O Avô um homem pelos sessenta e tal com a marca de guerra em riscos disformes a tinta da china, ostenta num braço o anuncio da arma que serviu na Guiné de 70 a 73, a Avò uma velhota cheia de varizes caminha agarrada ao braço do seu soldado na ânsia medecinal de molhar os pés…
A praia está suja…Atrás lá em cima, a um par de quilómetros a prisão.
Quatro moças…ainda muito moças caminham e fazem exercicíos numa pose de “pop-stars” enquanto um grupo de rapazes exibe os seus dotes para a bola no meio de imberbes gritos estridentes tentando evidenciar a sua desenvoltura fisica …
Chegámos de carro…não havia trânsito…
Ao lado esquerdo fitámos silenciosos o reduto norte do forte de Caxias…nem trânsito nem gritos nem gente.
Mais abaixo do lado direito, o Hospital S.João de Deus com os seus muros brancos encimados por duas ameias “caladas” vigiam o passado que é agora um “tempo ausente”.
Em Caxias já nem sinal do meu Pai, da minha Tia ou dos meus Avós…
Já nem sinal dos trabalhos forçados na pedreira Italiana…
Já nem sinal dos meus Camaradas que foram libertados há 34 anos atrás pondo fim á mais longa Ditadura da Europa, que fez o meu País entristecer e perder o sol.
Foi a vergonha da “grande noite Fascista” das então praias limpas da linha frequentadas pela aristocracia burguesa, por Bufos vendedores de corpos e almas a 5 corôas que acabou e fez nascer no ar um sentimento de fecunda liberdade e esperança!
Tenho 35 anos precisamente a idade da minha mulher…
Não fosse por um lapso no tempo, e há 34 anos, quando não passávamos de duas crianças, poderíamos ter sido nós a enfrentar o medo e o abandono das celas frias onde foram torturados e clinicamente assassinados os nossos Camaradas, a nossa Família, o nosso Povo.
Hoje lá na praia, onde os putos procuram o centro da terra, e a velha de varizes agarra o seu soldado da Guiné para não mais o deixar partir, onde os miúdos jogam á bola e as moças fazem ginástica, chorámos por um tempo que não temos saudades, olhámos no horizonte os navios a passar, e deixámos a espuma secular das águas beijar os nossos pés sem grilhetas…Que me importa se a praia está suja, se o nosso espírito está limpo…
Hoje fui a Caxias…Que felicidade, que júbilo os meus Camaradas não estão presos…hoje lutamos em Liberdade…Sim senhor, valeu a pena…
Viva o 25 de Abril, Viva o PCP, Viva a Liberdade!