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Desde novo (Puto ainda 14/15 anos) por incidências da vida, cedo tive que começar a fazer opções e a tomar decisões. Agora ao olhar para trás reconheço, que algumas vezes erradas, mas das quais não me arrependo, assumi-as na altura própria, outras precipitadas assim como muitas mais acertadas.
Talvez a decisão mais marcante de todas, tenha sido a de começar a trabalhar aos 15 anos, (Precipitada? È questionável, mas na altura, foi necessária).Repercussão imediata foi ter colocado de parte o desporto, ter deixado os estudos para um segundo plano (estudos que ainda não reatei, mas que não estão fora dos meus planos).
Perdi com essa decisão, obviamente que sim, o adiar a possibilidade de terminar os estudos, de conseguir uma carreira académica, amigos e colegas que não volte ia encontrar, uma vivência da qual abdiquei, por necessidade (è certo, mas conscientemente).
Por oposição, também ganhei, o facto de cedo ter entrado no mundo laboral, de ter feito de tudo um pouco, construção cível ajudante de pedreiro e de electricista (Obras), puto de recados (estafeta), operador de pantógrafo (metalúrgico), ajudante de offset e serigrafia (gráfico) repositor de super mercado (Serviços), até chegar a Carteiro, actual profissão.Cedo tomei conhecimento com a divergência e os interesses antagónicos das classes, com a exploração patronal, com a necessidade de organização dos trabalhadores na procura da dignidade, dos direitos, da justiça social, em defesa da sua classe, a classe trabalhadora.
Foi nessa época, com sensivelmente 16/17 anos que senti a necessidade de me organizar, de procurar o movimento sindical. Por princípio e por convicção pessoal, procurei a CGTP, pois a UGT, pelo que conhecia dos locais onde já trabalhara, e por aquilo que tinha lido e consultado, foi por mim logo excluída á partida.
Primeiro como sócio e delegado sindical do Sindicato dos Metalúrgicos, depois um interregno entre actividades, até sócio e Delegado Sindical do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações no meu local de trabalho foi um pequeno passo. Nesse mesmo ano fui eleito também para a subcomissão de trabalhadores e este foi o início de mais de uma década e meia de ligação às Organizações representativas dos Trabalhadores.
Desde então, prossegui o normal percurso no Movimento Sindical Unitário, Delegado Sindical, Dirigente Regional, Dirigente Nacional e membro da Comissão executiva do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações, Direcção Regional da Interjovem Lisboa/União Sindicatos Lisboa, Dirigente da Direcção Nacional da Interjovem/CGTP , Membro da mesa do Plenário da Comissão Nacional da Juventude – CNJ, Dirigente da União de Sindicatos de Lisboa – USL/CGTP-IN.
Paralelamente tive também participação no Movimento da Comissões de Trabalhadores, Sub-ct edifício Praça Comercio dos CTT, Sub.ct CDP 1200 Lisboa CTT, Membro da Comissão de Trabalhadores dos CTT.
Foi ainda no Inicio deste percurso que fui convidado a entrar para o Partido Comunista Português, um convite que já aguardava há algum tempo e que de imediato aceitei.Esta abordagem que o PCP me fez, não foi de alguma forma uma surpresa, já conhecia a história do PCP, os princípios pelos quais se norteia, já há muito que tinha lido sobre o PCP, sobre Álvaro Cunhal, sobre o Movimento Comunista Internacional, a Revolução de Outubro, sobre Lenine e o Partido Bolchevique, já tinha lido Marx, e com tudo isto me identificava, como tal aceitei entrar para o PCP.
E este sou eu, o indivíduo, o sindicalista e o comunista, alguém que desde muito novo, se indignou com esta sociedade, capitalista, desumana, que trata as pessoas e os trabalhadores como “gente descartável”, como números como um joguete e uns fantoches ao seu dispor, que apenas terão algum valor enquanto tiverem capacidade para venderem a sua força de trabalho por um salário, cada vez mais miserável, enquanto estes enriquecem e aumentam as suas fortunas. Este é o 1º texto, de muitos que se seguiram, defendendo estes valores, as minhas opiniões e denunciando a forma como esta sociedade, está a ser gerida
ATÉ AO PROXIMO TEXTO, A LUTA CONTINUA!
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Agradeço o teu contacto,vamos concerteza ser amigos.
Saudações
Cecília